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No horizonte do século XX até nossos dias é possível observar uma linha do tempo em que o filósofo espanhol José Ortega y Gasset aparece no Brasil com um real poder de influência nos meios intelectuais, literários, jornalísticos, políticos e acadêmicos. No entanto, é igualmente notável em certos períodos e contextos, onde o filósofo deixa de figurar como um pensador consensualmente relevante, sendo relegado a certo ostracismo ou simplesmente desaparecendo, em meio a diversas apropriações de suas ideias.

Admitimos que o legado de Ortega no Brasil, nos diversos contextos geracionais e correntes de pensamento merece uma revisitação no sentido de reapresentar sua influência e promover novos diálogos com as novas gerações. Algumas das razões que motivam a iniciativa estão presentes nas observações a seguir.

Muito recentemente, temos observado alguns sinais que refletem certa tendencia do que chamaria provisoriamente, um “reaparecimento” do filósofo. Poder-se-ia até dizer, com alguma esperança, que estes sinais e outros por vir, tendem a romper o silencio e o ambiente infecundo ou preconceituoso a que esteve submetida a obra seminal do mais importante filósofo moderno da língua espanhola.

 

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